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Do fluxo à conversão: estratégias práticas para lojistas impulsionarem vendas


Foto: mamewmy/Freepik

No cenário desafiador do varejo, muitos lojistas enfrentam dificuldades para se destacar e crescer suas vendas de forma consistente. Com o mercado cada vez mais competitivo e as exigências dos consumidores em constante mudança, buscar novas maneiras de atrair clientes e maximizar cada oportunidade de venda tornou-se essencial.

A boa notícia é que existem estratégias práticas e comprovadas para melhorar o desempenho das lojas, que vão desde gerar mais fluxo de clientes até converter cada visita em um ticket mais alto. Este artigo irá explorar caminhos simples e eficazes que lojistas podem adotar para alavancar suas vendas e superar os desafios do mercado. Falaremos sobre a importância de entender diferentes perfis de lojistas, técnicas de geração de fluxo, aproveitamento de crediário e vendas parceladas, além de como transformar a equipe de vendas em um verdadeiro motor de crescimento.

Seja você um lojista que já está crescendo ou alguém que busca recuperar o fôlego nas vendas, este guia trará insights valiosos para impulsionar o seu negócio.

Entendendo os três perfis de lojistas

No varejo, cada loja vive uma realidade única, mas é possível identificar três perfis principais de lojistas que exemplificam diferentes estágios de sucesso nas vendas. Compreender em qual grupo você se encaixa é fundamental para ajustar estratégias e buscar crescimento.

O primeiro grupo é formado pelos lojistas que estão “bombando” em vendas. Geralmente, esses são empreendedores que entenderam as mudanças no comportamento do consumidor e adaptaram suas práticas para maximizar resultados. Seja investindo em estratégias digitais, campanhas bem planejadas ou experiências de compra diferenciadas, esses lojistas são exemplos de como o conhecimento e a inovação podem se transformar em vendas crescentes.

O segundo grupo compreende lojistas que trabalham duro para manter suas operações lucrativas, mas que acabam “fazendo mais do mesmo”. Esse perfil inclui aqueles que, apesar do esforço, não conseguem romper a barreira do crescimento devido à falta de inovação ou estratégias mais eficazes. Eles se mantêm ativos no mercado, mas sentem que precisam trabalhar cada vez mais para obter os mesmos resultados.

Por fim, temos o terceiro grupo, composto por lojistas que enfrentam grandes dificuldades. Muitas vezes, esses lojistas não entenderam ou não conseguiram se adaptar às novas demandas do mercado. Sem o conhecimento ou a estratégia certa, acabam perdendo oportunidades, sofrendo para se manter competitivos. No entanto, com as ferramentas certas, mesmo esses lojistas podem dar a volta por cima e encontrar novas formas de crescer.

Independentemente do grupo em que você se encontra, é importante saber que a chave para o crescimento está em buscar conhecimento superior, inovar nas estratégias e, acima de tudo, ter a vontade de fazer acontecer. Com isso, todos os lojistas, independentemente do ponto de partida, podem alcançar um novo patamar de sucesso.

Fluxo de clientes: como atrair mais gente para a loja

Um dos grandes desafios do varejo é atrair clientes para dentro da loja. Afinal, sem fluxo, não há vendas. Por isso, lojistas bem-sucedidos sabem que não basta apenas abrir as portas e esperar que os clientes apareçam. É preciso criar estratégias que gerem movimento constante.

Uma das maneiras mais eficazes de atrair clientes é por meio de campanhas de demanda induzida. Diferente das promoções tradicionais que dependem de datas comemorativas, como Dia das Mães ou Natal, essas campanhas são criadas para despertar o desejo e a necessidade do consumidor, independentemente do calendário. Isso pode ser feito com promoções específicas, lançamentos de produtos, descontos relâmpagos ou outras ações que motivem o cliente a visitar a loja. O segredo é criar uma “isca” atrativa – algo que capture o interesse do consumidor de imediato.

Além disso, o uso de gatilhos mentais é fundamental para engajar e motivar o cliente a comprar. No varejo, um dos gatilhos mais poderosos é o valor da parcela. Ao apresentar um produto com foco no valor mensal de pagamento, em vez do preço total, você aproxima o desejo do cliente à realidade de seu bolso. Isso cria uma sensação de acessibilidade e facilidade que pode ser decisiva para trazer o consumidor até a loja.

Outro aspecto importante é estar presente nas redes sociais. Atualmente, os consumidores passam boa parte de seu tempo conectados e buscam informações, promoções e recomendações de produtos online. Uma presença digital consistente pode ser a diferença entre um cliente entrar na sua loja ou visitar a do concorrente. Campanhas em redes sociais e no WhatsApp podem ser poderosas ferramentas de geração de fluxo, desde que usadas de forma estratégica e segmentada.

Para pequenos e médios lojistas, a oportunidade é ainda maior: flexibilidade e agilidade permitem que campanhas personalizadas sejam rapidamente implementadas. Isso possibilita testar diferentes abordagens e ajustar a comunicação conforme os resultados observados.

Com o fluxo constante de clientes, o próximo desafio será aproveitar cada oportunidade de venda ao máximo.

Conversão de vendas: aproveitando ao máximo cada cliente

Atrair clientes para a loja é um passo fundamental, mas, para garantir o crescimento real nas vendas, é preciso maximizar o potencial de cada visitante. Isso significa melhorar a taxa de conversão, ou seja, transformar mais visitas em compras e, de preferência, em compras de valor maior.

Uma das formas mais eficazes de aumentar a conversão é por meio de vendas adicionais. Treinar a equipe de vendas para identificar oportunidades de oferecer produtos complementares é essencial. Um cliente que entra para comprar um par de sapatos, por exemplo, pode sair com um cinto ou uma bolsa, desde que receba uma oferta que faça sentido para sua compra inicial. Criar “iscas de conversão“: produtos atrativos com preços competitivos também podem incentivar o cliente a comprar mais.

Outro ponto crítico para aumentar a conversão é o aproveitamento das opções de crediário e vendas parceladas. Muitos lojistas ainda não exploram plenamente esse recurso, mas ele pode ser um diferencial poderoso. Ao apresentar o valor da parcela ao cliente, em vez do preço total, a percepção de acessibilidade aumenta significativamente. Por exemplo, um item que custa R$ 300 pode ser visto como “apenas 10 parcelas de R$ 30”, transformando um desejo em algo realizável no orçamento do cliente. Essa abordagem permite que o lojista aumente o ticket médio, já que o cliente se sente mais à vontade para adquirir itens adicionais ou de maior valor.

Vendas parceladas e crediário próprio não são apenas ferramentas para grandes redes. Muitos pequenos e médios lojistas já utilizam essas estratégias para fidelizar clientes e se destacar no mercado. Além de facilitar a compra, o crediário cria um relacionamento mais próximo com o cliente, que sente confiança na loja e tende a retornar para novas compras. Nesse sentido, o uso de sistemas de gestão de varejo como o AWISE podem ajudar o lojista a organizar e gerenciar melhor essas operações.

Por fim, é essencial que o layout da loja seja pensado para maximizar as oportunidades de conversão. Uma exposição bem planejada dos produtos, com destaque para itens que tenham maior apelo ou que possam gerar vendas adicionais, pode fazer toda a diferença. Precificar de forma clara e destacar vantagens, como pagamentos facilitados, são práticas que ajudam o cliente a tomar a decisão de compra mais rapidamente.

A próxima etapa para alcançar o sucesso em vendas depende de uma equipe de vendas motivada e bem-preparada.


Foto: Emirkhan Bal/Pexels

Gestão de equipe de vendas ativas

Uma equipe de vendas motivada e bem-preparada é o coração de qualquer loja bem-sucedida. Afinal, são os vendedores que transformam as oportunidades de conversão em vendas efetivas. No entanto, formar e manter uma equipe ativa e engajada no varejo é um desafio que exige atenção constante.

Para começar, é fundamental reter os bons vendedores. Muitos lojistas enfrentam dificuldades em atrair e manter talentos, mas a pergunta chave é: “Por que um bom vendedor escolheria trabalhar na sua loja e não em outra?”. A resposta vai além do salário. Benefícios, ambiente de trabalho positivo, oportunidades de crescimento e treinamento constante são fatores que podem fazer a diferença. Criar um ambiente que valoriza o crescimento profissional ajuda a reter talentos e transformar vendedores temporários em profissionais de longo prazo.

Treinamento contínuo é outro pilar essencial para formar uma equipe de vendas ativa. Isso significa investir em capacitação não apenas para os produtos vendidos, mas também para técnicas de abordagem, vendas adicionais e uso de ferramentas de crediário ou parcelamento. Pequenos microtreinamentos focados em habilidades específicas, como “como fazer uma venda adicional” ou “técnicas para apresentar o valor da parcela”, podem gerar melhorias significativas no desempenho da equipe.

Transformar a loja em uma “escola de vendas” pode ser uma estratégia eficaz, especialmente para pequenos e médios lojistas. Isso envolve investir tempo para formar novos profissionais, mostrando-lhes que as vendas são uma carreira que oferece oportunidades reais. A proximidade do dono ou gerente com a equipe também contribui para criar um ambiente de aprendizado e crescimento, onde os vendedores se sentem valorizados e motivados a alcançar metas.

Outro ponto crucial é o monitoramento de desempenho. Não basta treinar e esperar que os resultados apareçam; é preciso acompanhar as vendas e identificar o que está funcionando ou não. Sistemas como o AWISE ajudam nisto com Dashboards de vendas e indicadores para gestão avançada. Vendedores que se destacam devem ser reconhecidos, enquanto aqueles que não atingem os resultados esperados precisam de suporte adicional. Feedback contínuo e acompanhamento próximo ajudam a manter a equipe focada e alinhada com as metas da loja.

No cenário competitivo do varejo, quem tem uma equipe de vendas motivada e proativa sai na frente. Ao investir em pessoas, o lojista cria uma base sólida para enfrentar qualquer desafio e maximizar o potencial de cada cliente que entra na loja.

Superando desafios e armadilhas no varejo

O varejo é um setor repleto de desafios, muitos dos quais vêm de dentro do próprio negócio. Identificar e superar esses obstáculos é crucial para garantir o crescimento das vendas e manter a relevância da loja em um mercado tão competitivo.

Um dos principais desafios internos é a mentalidade do lojista. Muitas vezes, crenças limitantes, como a ideia de que “já sei tudo” ou de que “o mercado está ruim”, podem impedir avanços significativos. Essas barreiras internas precisam ser quebradas para que novas oportunidades possam ser exploradas. É necessário estar disposto a aprender e adaptar-se constantemente às novas realidades do mercado e aos comportamentos dos consumidores.

Outro grande desafio é a falta de tempo nobre. Muitos lojistas se veem presos às operações do dia a dia, sem dedicar tempo suficiente para planejar e implementar estratégias de crescimento. Reservar tempo para aprender com especialistas, analisar os números da loja e desenvolver novas ideias é essencial. Esse tempo “nobre” permite que o lojista foque no que realmente importa: gerar mais vendas e melhorar a experiência dos clientes.

Além disso, muitos lojistas não buscam conhecimento superior para transformar suas operações. Comportamentos e técnicas que funcionaram no passado podem não ser suficientes no cenário atual, em que a digitalização, o marketing online e o comportamento dos consumidores mudaram radicalmente. Participar de treinamentos, eventos e redes de colaboração com outros lojistas é uma maneira prática de se atualizar e trocar experiências que levam a resultados positivos.

Há também a armadilha de não produzir campanhas e estratégias próprias e apenas depender do fluxo natural do mercado. Dependendo do porte da loja e das necessidades específicas do público, é fundamental criar ações personalizadas para aumentar o fluxo e a conversão. Campanhas de vendas sazonais, lançamentos de produtos, ofertas relâmpagos e iscas personalizadas para cada público são formas de se destacar e captar mais clientes.

Por último, é importante lembrar que esperar resultados sem agir é uma receita para o fracasso. O lojista que se dedica a criar estratégias, medir resultados e ajustar continuamente suas ações tende a se destacar. O mercado não perdoa quem permanece inerte, mas recompensa aqueles que investem esforço em inovação e na melhoria contínua.

Superar desafios exige vontade e dedicação, mas a recompensa pode ser significativa. Quando o lojista decide romper as barreiras internas e enfrentar os desafios de frente, a loja ganha força e se posiciona para crescer, mesmo em tempos difíceis.

Conclusão

O mercado varejista é dinâmico e competitivo, e os desafios enfrentados pelos lojistas são muitos. No entanto, com as estratégias certas, é possível transformar obstáculos em oportunidades de crescimento. Ao gerar mais fluxo de clientes, investir na conversão de vendas e capacitar a equipe, os lojistas podem maximizar cada oportunidade e aumentar de forma significativa o desempenho de suas lojas.

Compreender que a inovação e a busca por conhecimento constante são fatores decisivos para o sucesso é fundamental. Não se trata apenas de “abrir as portas” e esperar clientes, mas de ser proativo em atrair, engajar e conquistar cada um que entra na loja. O uso de crediário, vendas parceladas, campanhas de demanda induzida e estratégias de marketing digital são ferramentas que todos os lojistas podem utilizar, independentemente de seu porte.

No fim das contas, a força de um negócio reside na vontade de seu dono em melhorar e na dedicação em executar as mudanças necessárias. Com vontade, aprendizado e execução, qualquer lojista pode alcançar resultados impressionantes. Afinal, o varejo recompensa aqueles que têm coragem de inovar e se adaptar.

Agora, é hora de colocar em prática tudo o que foi discutido aqui e impulsionar suas vendas de maneira consistente. O futuro de sua loja está em suas mãos – e cada cliente que entra é uma nova chance de crescer.

Por: Stéfano Willig*

Este texto reproduz a opinião do autor e não reflete necessariamente o posicionamento da TGM Representações

Perdas de R$ 4 milhões por hora no varejo brasileiro sinalizam a importância de mudanças no setor


Foto: emirkhan bal/Pexels

As perdas no varejo são um fenômeno comum e não são exclusividades do segmento. Diversos setores têm essas estatísticas em seus registros e podemos até arriscar que é um fato natural dos negócios. Entretanto, quando os danos apresentam cifras exorbitantes e ameaçadoras, é hora de rever as estratégias e investir em melhorias para reverter o quadro.

Segundo levantamento feito pela Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (Abrappe) junto à KPMG, as perdas no varejo brasileiro registram R$ 4 milhões por hora ao longo do ano. Somente em 2023, a cifra atingiu R$ 35 bilhões, seguido de R$ 31,7 bilhões em 2022. Os motivos para esses números alarmantes estão relacionados a danos financeiros, perdas de produtos e operação, entre outros.

Aquela máxima de que estoque é prejuízo se encaixa perfeitamente como um dos fatores contribuintes para tamanhas perdas. Mas não podemos jogar a responsabilidade apenas nele (estoque). Desde a pandemia, o mundo se transformou. Todos nós tivemos que voltar para a escola e aprender a lidar com o “novo mundo” repleto de incertezas, insegurança e uma economia mundial dilacerada. Resultado disso é um pós-pandemia ainda em processo de reestruturação.

As relações comerciais sofreram mudanças e foi necessário adaptar-se a esse cenário. Durante a pandemia, cresceram exponencialmente as operações de e-commerce, impactando assim os negócios físicos, como a redução do número de colaboradores, falhas nas operações, furtos e uma gestão nada preparada para o quadro da época.

Os pilares de uma boa gestão consistem em identificar os problemas de forma rápida e eficaz, definir metas e objetivos, ter previsibilidade e informações claras visando a redução de prejuízos.

A solução é mapear o cenário e identificar em quais etapas estão acontecendo esses prejuízos. Sabemos que isso demanda tempo e investimento, mas é fundamental para traçar um plano de negócios de reestruturação. Ainda de acordo com a Abrappe, esses danos correspondem a dois grupos. São eles: as quebras operacionais que incluem perdas financeiras, administrativas e produtividade, e as chamadas perdas invisíveis, que competem aos erros de estoque, furtos não identificados e até mesmo registros de valores errados. Otimizar essa cadeia é fundamental.

Percentual de perdas por segmento

  • Lojas de conveniência: 3,86%
  • Mercado de vizinhança: 3,31%
  • Supermercado: 2,50%
  • Perfumarias: 2,33%
  • Hipermercado: 2,03%
  • Moda: 1,87%
  • Construção/lar: 1,41%
  • Magazine regional: 1,36%
  • Magazine nacional: 1,30%
  • Atacado/atacarejos: 1,25%
  • Artigos esportivos: 0,96%
  • Calçados: 0,90%
  • Drogarias: 0,90%
  • Eletromóveis/informática: 0,17%

A proposta para reverter esse cenário negativo é investir em diversas melhorias direcionadas à prevenção, como, por exemplo, treinamento, segurança, políticas objetivas, mapeamento e gestão de estoque. Engajar equipes também é essencial para conscientizar e melhorar o entendimento entre os envolvidos nos processos. Só assim será possível focar os esforços para aumentar a margem de lucro e se tornar competitivo no segmento. Com a Inteligência Artificial, é possível realizar um diagnóstico mais preciso para gerenciar essas demandas e evitar futuros prejuízos.

Por: Roberto Mateus Ordine*

Este texto reproduz a opinião do autor e não reflete necessariamente o posicionamento da TGM Representações

Vendas bem-sucedidas demandam estratégia que une tradição e inovação


Foto: mamewmy/Freepik

O varejo é um dos segmentos da economia que mais sente a necessidade de equilibrar as ações inovadoras com as tradicionais de vendas. Isso porque, ainda que o cliente final engaje com tendências tecnológicas, muitos hábitos de compra mais antigos permanecem muito relevantes.

Uma pesquisa feita pela Zucchetti, em parceria com a Fecomercio de Santa Catarina, mostrou que 96% dos micro e pequenos varejistas brasileiros utilizam o WhatsApp para se comunicar com os clientes – número esperado, considerando a força do aplicativo no Brasil, que é o País com o segundo maior número de usuários no mundo, atrás apenas da Índia. Porém, o telefone ainda é utilizado como principal ferramenta por 76% dos respondentes. As redes sociais aparecem em terceiro lugar, com 59%.

Quando analisamos a forma como as compras são efetuadas, a loja física ainda ganha. De acordo com a pesquisa, 82% dos varejistas efetivam suas vendas nas lojas físicas, contra 57% que realizam via redes sociais.

Ou seja, ao mesmo tempo que ignorar a força das ferramentas digitais e das redes sociais no volume de vendas é impensável, não traçar estratégias para atrair e reter clientes de forma tradicional também é um erro. Alinhar uma estratégia a outra é o caminho mais indicado para turbinar as vendas e garantir bons resultados.

Quais ações devem ser colocadas em prática?

Use as redes sociais para atrair os clientes para a loja física - Se a loja física continua muito relevante para os resultados, foque em ações que tornem a experiência física agradável, mas não coloque a estratégia online em segundo plano. Pelo contrário, integre o processo de vendas. Investir em anúncios locais, realizar promoções exclusivas no espaço físico e criar de programas de fidelidade e incentivo aos clientes são medidas que devem estar no radar dos varejistas.

Facilite o processo de compras online - Tanto presencial quanto digitalmente, o passo a passo para fechar o negócio deve ser o mais simples e conveniente possível. Investir em links diretos para página de produtos, usar botões de “comprar agora” nas postagens e oferecer a opção de fazer compras diretamente na plataforma da rede social são algumas medidas a serem implementadas.

Monitore e analise resultados - Este é um passo essencial para entender o que está, de fato, funcionando e o que não gera resultados tão expressivos. Nas redes sociais, as plataformas já oferecem ferramentas de monitoramento de métricas. Presencialmente, converse com o seu público para saber como ele conheceu a loja, se ele conhece sua presença digital.

Vendas bem-sucedidas: cliente e varejista satisfeitos

O varejo é repleto de datas estratégicas para impulsionar as vendas, principalmente no segundo semestre. Com o alinhamento de estratégias que unem o melhor da inovação às boas práticas já consolidadas no âmbito tradicional, é possível satisfazer todos os envolvidos: clientes bem atendidos, com um processo de compras ágil, e varejistas com resultados turbinados para encerrar o ano.

Por: Bernardo Rachadel*
*Diretor de Varejo na Zucchetti Brasil

Este texto reproduz a opinião do autor e não reflete necessariamente o posicionamento da TGM Representações

Varejo 2025 passa por gestão de conteúdo e dados


Foto: DC Studio/Freepik

Em função da pandemia, grande parte do varejo e dos negócios tiveram que passar por um ciclo forte de ajustes. Tanto que o “back to basics”, o “básico bem-feito”, foi o tema da NRF de dois anos atrás. Como consequência desse cenário, a digitalização e ampliação dos canais de relacionamento foi a agenda prioritária, imposta “goela à baixo”, em busca de uma maior eficiência e por uma questão de sobrevivência dos negócios.

O movimento de digitalização foi realizado, em muitos casos, de maneira desordenada. “Temos que abrir um canal de atendimento via WhatsApp”, “temos que vender por um canal digital”, “vamos abrir um portal de serviços aos nossos clientes”. Os canais digitais foram colocados em produção, mas a cultura digital, a estrutura organizacional e a arquitetura de tecnologia não foram construídas na mesma velocidade. Vivi isso na pele.

Passado o momento mais crítico de ajustes e digitalização, o que fica mais forte é olhar para o negócio do varejo, ampliar as oportunidades e o papel das lojas físicas.

Já está claro que a jornada de compra dos clientes é influenciada por múltiplos estímulos digitais e offline. Para isso é essencial alinhar os diversos pontos de contato dessa jornada e a loja física tem a oportunidade de permitir que as marcas unifiquem a experiência, seja ela digital ou física. O cliente pode iniciar sua jornada em um canal digital, passar por uma loja física e concluir seu processo em outro canal, sem que seja perdida a consistência ou personalização no atendimento.

Hoje, a loja já cumpre um papel estratégico na jornada digitalizada do consumidor moderno, funcionando como hub logístico, agilizando a última milha de uma compra digital, otimizando a cadeia de suprimentos, reduzindo o tempo de entrega e melhorando a precisão das previsões de demanda.

A chave aqui está na integração perfeita de todos os canais, com os fios condutores do varejo moderno passando por conteúdo e por dados centralizados.

A lógica no digital está bem amadurecida: o cliente escolhe o que quer ver (e seguir) nas suas redes e os algoritmos fazem a compilação dos dados. As marcas analisam as preferências dos clientes e mostram o que interessa para ele, gerando um gatilho de compra. Isto é, o conteúdo desperta o interesse e gera impulso de compra.

E como funciona essa lógica dentro da loja no varejo físico? Aqui ainda existe uma grande avenida de oportunidades. Quais dados de clientes são captados nas lojas? Como são trabalhados e analisados? Além dos indicadores tradicionais de vendas, ruptura e ticket médio, quais indicadores sobre o cliente são acompanhados nas lojas físicas? Quanto custa para um cliente entrar na sua loja? Qual o custo de aquisição de sua loja? Quanto vale um cliente?

Sobre conteúdo: como dar continuidade dentro da loja na comunicação que impactou o cliente no digital? Para quem há pouco tempo teve que desenvolver canais digitais de maneira desestruturada, hoje enfrenta o desafio de manter a consistência da comunicação em diferentes canais, na geração de conteúdo e adaptação constante.

Dados e conteúdo são os maiores desafios para quem sempre esteve focado em cuidar apenas de seus produtos e deu pouca atenção a esses outros temas que permeiam seu negócio.

A digitalização empurra a evolução do modelo mental do negócio do varejo e a NRF antecipa e por vezes reflete esses movimentos. Tanto que o tema chave desta última edição foi Retail Media.

Apesar ainda novo, o tema Retail Media no ecossistema digital está mais amadurecido do que o Retail Media InStore. Mercado Livre e Amazon estão capitaneando esse movimento no digital. Mas aqui está a grande oportunidade do varejo de fato se transformar: captar os dados que passam dentro de loja, realizar a gestão da comunicação de maneira digital e otimizadas nas gôndolas, monitorar e analisar o comportamento dos clientes a partir dos estímulos de conteúdo digital in store. Retail Media In Store é a grande virada que todo negócio do varejo pode ambicionar.

O Retail Media In Store está emergindo rapidamente como uma excelente oportunidade de melhorar a experiência do cliente dentro das lojas do varejo, captar e analisar os dados que trafegam em suas gôndolas, aproximar a indústria do cliente final e gerar novas fontes de receitas. Parece uma excelente oportunidade para toda cadeia de consumo (e de fato, é!).


Por: Alexandre van Beeck*
*Executivo de CX, Inovação, Estratégia e Negócios

Este texto reproduz a opinião do autor e não reflete necessariamente o posicionamento da TGM Representações

IA preditiva x IA generativa e seu impacto no consumo e varejo


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Estamos vivendo um momento de transformação significativa nos negócios, assim como ocorreu com o surgimento da internet há 20 anos e com a popularização dos smartphones há uma década. Hoje, a pergunta que todos se fazem é: como será o futuro do consumo e do varejo moldado pela Inteligência Artificial?

Esse tema foi amplamente discutido no Latam Retail Show 2024, maior evento de consumo e varejo da América Latina, e um dos destaques foi a excelente palestra de Eric Siegel, autor do livro “Predictive Analytics”, que trouxe luz de caminhos atuais e futuros dessa revolução.

“Aprendizado de máquina (ou IA) representa a vanguarda do progresso humano, melhorando as operações com o uso da ciência, sendo que aprendizado de máquina, ou IA, é a capacidade de aprender com dados e experiências passadas para prever comportamentos, resultados e tendências”. Essa é a visão ultraresumida do Eric sobre o impacto dessa transformação.

IA preditiva versus IA generativa

A IA generativa ganhou grande popularidade por ser intuitiva e fácil de usar. Ferramentas como o ChatGPT, que permitem gerar conteúdo de forma quase automática, chamam a atenção do público. No entanto, quando o assunto é geração de valor real nas operações das empresas, é a IA preditiva que assume o protagonismo.

Enquanto é difícil tangibilizar o retorno sobre o investimento com a IA generativa, a IA preditiva já está em uso há anos, provando sua eficácia em diversas áreas. A UPS, por exemplo, utiliza IA preditiva para otimizar a logística de entrega de pacotes. Com milhares de centros de distribuição, a empresa precisa se antecipar, prevendo quais pacotes serão enviados pelos consumidores antes mesmo de recebê-los. Os ganhos divulgados pela empresa incluem USD 350 milhões e 185 milhões de milhas não percorridas devido à otimização.

Outro caso emblemático é o da Amazon, que utiliza a IA preditiva há anos para recomendar produtos para seus consumidores com base nos seus hábitos de consumo. Essas recomendações já representam 35% das vendas totais da empresa, demonstrando o impacto direto que esse tipo de tecnologia tem nas operações e no faturamento.

Além desses exemplos, grandes varejistas ao redor do mundo estão utilizando IA preditiva para desenvolver modelos que buscam otimizar suas operações, como a varejista de moda sul-africana Superbalist, que implementou em seus canais digitais uma ferramenta baseada em IA preditiva para encontrar o tamanho certo para cada cliente. Esse é um grande desafio, considerando as inúmeras variações nas modelagens e o caimento único de cada peça.

Usando como dados de entrada do usuário apenas a altura, o peso e o formato do corpo, a ferramenta cruza tais informações com os dados da modelagem de cada peça usado pelas confecções e com os dados do comportamento de dezenas de milhares de outros clientes, como satisfação, reviews, taxas de devolução etc,. para mitigar ao máximo o problema de devoluções pela compra do tamanho errado. EMBEDAR VIDEO: Superbalist.mp4

Do plano para a ação: implementação da IA preditiva

De acordo com Eric, a implementação de modelos preditivos em um negócio segue um processo relativamente simples, que não demanda alta tecnologia em todas as etapas. O modelo desenvolvido por ele, composto por seis passos principais, é uma referência eficaz para empresas que buscam aproveitar os benefícios da IA preditiva:

  • Estabelecer um objetivo – Definir claramente o que se quer alcançar;
  • Estabelecer uma meta de previsão – Especificar o que será previsto;
  • Estabelecer as métricas – Definir como medir o sucesso do modelo;
  • Preparar os dados – Coletar e organizar os dados relevantes;
  • Treinar o modelo – O único passo que requer tecnologia avançada;
  • Implementar o modelo – Integrar as previsões nas operações diárias da empresa.

O ponto mais importante desse framework é que, embora o treinamento do modelo (passo 5) exija tecnologia, o verdadeiro valor surge no passo 6, quando as empresas tomam decisões baseadas nas predições geradas. Investir tempo em ações práticas e decisões inteligentes com base nos dados é o que realmente transforma as operações e gera impacto mensurável.

O impacto da IA preditiva no consumo e no varejo

Assim como a internet, os smartphones e as redes sociais transformaram o mercado em ciclos anteriores. A IA também provocará uma mudança estrutural nos negócios. Após revoluções tecnológicas, as empresas líderes do cliclo anterior frequentemente são substituídas por competidores mais ágeis e que dominaram as novas regras do jogo. Como prova desse movimento, basta olhar a lista de maiores varejistas ou empresas do mundo antes e depois da internet. E isso não será diferente com a IA.

Para se manter relevante, as empresas precisarão agir rapidamente, mostrando flexibilidade e adaptabilidade. O segredo para o sucesso nessa nova era está em saber implementar as previsões e integrá-las de forma eficaz nas operações diárias.

Os cases já demonstram que a IA preditiva tem o potencial de transformar o varejo, proporcionando insights valiosos que permitem reduzir custos, melhorar a experiência do cliente e aumentar as vendas. E, ao contrário do que muitos pensam, a implementação dessa tecnologia não é um processo inatingível, mas sim uma jornada de aprendizado e adaptação, que exige tanto visão estratégica quanto ação rápida.

Liderando com IA no varejo

A história nos ensina que as transformações tecnológicas mudam a lógica de mercado. Empresas que souberem utilizar a IA preditiva para gerar valor estarão mais preparadas para competir e liderar. Em um mercado em constante evolução, o diferencial estará em quem agir com rapidez e tomar decisões baseadas em dados.

Assim como a internet revolucionou o varejo no passado, a IA está pronta para redefinir o futuro do setor. E aqueles que aprenderem a navegar com flexibilidade nesse novo ambiente tecnológico certamente sairão na frente.

Por: Eduardo Yamashita*

Este texto reproduz a opinião do autor e não reflete necessariamente o posicionamento da TGM Representações

Redes sociais e o advento do mundo 4.0


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A era digital trouxe consigo uma revolução na forma como as marcas se comunicam com seu público. Dados de uma recente pesquisa da Warc destacam que atualmente as redes sociais são o maior canal dos investimentos em publicidade, devendo superar US$ 247,3 bilhões globalmente em 2024, o que representa um crescimento de 14,3% na comparação com o ano passado.

Além disso, outro estudo, desta vez da GWI, apontou que o tempo gasto nas redes aumentou 50% nos últimos dez anos. O consumo médio diário saltou de 95 minutos, em 2014, para 152 minutos, em 2024. Isso significa que a plataforma que conecta a geração Y (os Millennials) às gerações Z e Alpha não é mais a televisão, mas a experiência online proporcionada pelas redes sociais.

Ademais, poucos dias após o primeiro turno das eleições municipais em todo o País, fica evidente a transformação social, política e de costumes decorrente do papel dos “influenciadores” e da força das redes sociais na formação e consolidação de opiniões junto a todos os públicos e idades, cada um deles com sua rede de preferência pessoal.

Por sua vez, dados do Merrill Lynch indicam que está em curso a maior transferência de riqueza da história, sendo liderada pela Geração Z e seus sucessores, que vão herdar mais de US$ 84 trilhões em ativos. E o que todos esses dados significam? Para ser direto: o dinheiro mudou de mãos e a sociedade mudou a forma de se comunicar. Portanto, ou você entende essas mudanças e os anseios das novas gerações, que possuem cada vez maior poder de compra, ou está fadado ao fracasso no médio prazo.

Já há alguns anos (marcadamente após a pandemia), construir uma presença forte das marcas não é mais uma questão de “falar com o público jovem” ou “disponibilizar SAC 3.0”, mas uma prática fundamental para a sobrevivência das empresas. Para deixar ainda mais claras essa necessidade e essa mudança, sabe a televisão? Aquela que, se você tem mais de 30 anos, era a grande companheira da família? Pois bem, ela já começou sua migração para as redes sociais — e não estou dizendo que vai ter um perfil no Facebook, mas que a televisão vai passar pela maior transformação de sua história com a TV 3.0, que, no Brasil, está prevista para começar no ano que vem.

Com a TV 3.0, as emissoras poderão oferecer programas diferentes simultaneamente para públicos específicos, com base no perfil do telespectador, que será monitorado em tempo real por meio de algoritmos. Isso sugere que a TV 3.0 terá um nível de personalização que a TV convencional não possui. Assim, ligar a TV será como ver o feed das redes sociais.

No Brasil, de olho nessas tendências e na TV 3.0, a Rede Globo também está inovando no campo da publicidade. A empresa lançou o GloboAds, plataforma que oferece uma variedade de soluções publicitárias para marcas. Além disso, apresentou o Binge Ads, novas atrações na programação multiplataforma e novos canais Fast.

Aliado a essa mudança, está o fenômeno da Inteligência Artificial, alimentada por ferramentas de IA generativa, como o ChatGPT e o Gemini. A Meta, por exemplo, tem investido fortemente – e muitas vezes de forma menos evidente ao grande público – em IA. Recentemente, a empresa anunciou a expansão internacional do Meta AI, um assistente de IA que permite aos usuários acessar informações em tempo real através do Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger.

Além disso, a Meta lançou a AI Sandbox, uma “área de testes” para anunciantes experimentarem novas ferramentas de IA. E também fez sucesso nos meios especializados, nos últimos dias, com seu novo óculos de realidade aumentada e IA aplicada ao usuário feito com a Ray-Ban que captura obrigatoriamente tudo o que vemos em nossas casas e vidas, para treinar sua IA própria com dados, caso queiramos utilizar as funcionalidades que essa novidade tecnológica oferece

A Meta é um dos exemplos icônicos de empresas do século XXI que abraçaram e lideram aceleradamente essas transformações sociais e mercadológicas, assim como, em maior ou menor escala, as “7 Magníficas” da Nasdaq americana e suas pares e concorrentes chinesas.

Essas iniciativas de IA estão transformando a maneira como as marcas interagem com seus consumidores. Agora, elas podem criar conteúdo personalizado, responder às perguntas dos clientes e até mesmo prever tendências do mercado em tempo real. Dessa forma, conseguem entender as necessidades e os desejos do seu público de maneiras até então impossíveis, e tudo isso diretamente no feed das redes sociais, local onde os consumidores interagem usando uma multiplicidade de personalidades, que se fundem no “eu” de nossas personas físico-digitais.

Meu recado final é bastante simples: não é mais possível separar a vida real da digital, pois elas estão em simbiose e integração cada vez mais plena. Com a Inteligência Artificial deixando de estar restrita aos filmes de ficção científica e passando a ser uma ferramenta do cotidiano, adapte-se rápido ou prepare-se para a irrelevância junto aos clientes. Bem-vindos ao mundo da revolução 4.0.

Por: Fernando Moulin*
*Partner da Sponsorb

Este texto reproduz a opinião do autor e não reflete necessariamente o posicionamento da TGM Representações.

Como fazer Unified Commerce de verdade


Foto: rawpixel_com/Freepik

Vivenciando o mercado de tecnologia há algumas décadas, percebi que existe um ciclo de buzzwords que nascem, crescem, eventualmente “pegam” e ganham vida própria (ou vão parar no esquecimento). Por isso, sempre que começo a ouvir novas palavras, meu foco está muito mais na transformação que pode vir desse novo conceito do que em sair incorporando ao vocabulário. Foi assim com CRM, multicanal, omnichannel, metaverso, mais recentemente com o headless commerce e tantas outras. E está sendo agora com Unified Commerce.

A ideia do Unified Commerce começou a pular por aí há uns dois anos, mais ou menos quando a IA Generativa entrou no radar de 12 em cada 10 profissionais do nosso mercado. E, como acontece com todo conceito novo, abriu inúmeras oportunidades para ser mal compreendido – e para ser adotado sem substância nenhuma.

Então vamos ao conceito. Unified Commerce é oferecer uma experiência omnichannel consistente e perfeita em todos os canais, fundindo os meios de contato com o cliente para criar experiências personalizadas em larga escala. Uma ideia maravilhosa – e um conceito imensamente complexo em um mundo de ampliação de canais de relacionamento com o consumidor.

E a complicação é exponencial. Uma coisa é acertar em um relacionamento que passa por loja física, internet e aplicativo. Outra coisa é acrescentar modelos de relacionamento automático, lojas sem caixa, integração de dados, facilidade para o vendedor – e fazer tudo isso funcionar como uma orquestra, sem ninguém desafinar.

Mais que isso, com o Unified Commerce, a empresa passa a atuar como um único negócio em todos os seus aspectos, do marketing à gestão dos estoques em cada loja, centro de distribuição e canais digitais, passando pela orquestração dos pedidos e de toda a comunicação. É a união do varejo omnichannel com uma experiência integrada em toda a jornada de consumo, do primeiro contato ao pós-vendas. E é aqui que mora o perigo.

Um estudo realizado pela consultoria Bain & Company no final de 2023 mostra que quase 100% dos executivos de varejo concordam que é importante ter uma visão única dos clientes em todos os canais, mas somente 50% acreditam ter a estratégia de investimentos correta para chegar lá.

Um sinal claro de dois pontos:

  • Para o varejo, Unified Commerce é uma buzzword tão forte quanto IA: todo mundo diz que é essencial ter;
  • Existe um otimismo exacerbado: tenho sérias dúvidas se 50% dos varejistas sabem o que precisam fazer para desenvolver Unified Commerce, quanto mais alocar os recursos necessários para isso.

Unified Commerce é essencial, de fato. O grande problema é querer entrar nessa jornada achando que é só ter um bom e-commerce e um sistema OMS. Então deixe-me dizer com todas as letras: Unified Commerce é muito mais que isso, é integrar toda a jornada do cliente, dentro e fora do e-commerce.

É por isso que quase ninguém no mundo fornece soluções de Real Unified Commerce – embora muita gente diga que faça.

Trabalhamos desde a criação da Wake para desenvolver nossa solução de Unified Commerce, que lançamos recentemente no nosso Wake Summit. A ferramenta que faltava era o Wake U, o app da Wake que mostra que um OMS pode, sim, integrar vários sistemas em uma única solução, conectando vendas e operações em tempo real, e reforça que a Wake é a única empresa no mercado que o realiza, na prática, o Real Unified Commerce.

a estoque, pagamentos, pedidos online e físicos, com uma visão única do cliente em um CRM integrado. O Wake U é um aplicativo que une nossas plataformas de Commerce e Experience, e coloca, também na mão do varejista, o Real Unified Commerce.

Dentro do app, basicamente, unimos a solução Wake Commerce, que traz o core da plataforma de e-commerce, o OMS e a gestão omnicanal, enquanto com a Wake Experience centralizamos os dados dos clientes em uma CDP (Customer Data Platform) e exploramos o poder da análise dos dados e de nossa inteligência comportamental (a BeMax) para gerar insights. Com o Wake U é possível saber quem é o seu cliente, oferecer os produtos mais relevantes e ter o conhecimento de verdade na palma da mão. É um app completo, uma plataforma robusta. CRM com IA e conhecimento do time de varejo.

Quando esse conjunto de soluções atua de forma integrada, o resultado é poderoso. Cada ponto de contato com o cliente contribui para uma experiência cada vez melhor, mais personalizada, eficiente, produtiva e rentável. Os custos de marketing, comunicação, logística e vendas caem, melhorando a margem do negócio. E a recorrência do cliente aumenta, pois ele percebe que é visto como indivíduo – e não como um número.

Essa é a diferença que o Real Unified Commerce pode trazer para o seu negócio!

Por: Alessandro Gil*
*VP da Wake

Este texto reproduz a opinião do autor e não reflete necessariamente o posicionamento da TGM Representações.