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Reforma tributária: as empresas e a sociedade serão transformadas


Foto: Karolina Grabowska/Pexels

Neste primeiro semestre do ano, que, como diz o ditado, começa depois do carnaval, o País terá temas importantíssimos para tratar, como, por exemplo, a questão das leis complementares que irão regulamentar a reforma tributária, aprovada no Congresso Nacional.

O intenso trabalho executado no final de 2023 para a sua aprovação no Congresso, cumprindo um rito com prazo apertado, mostrou a capacidade de realização das duas casas legislativas, Senado e Câmara, e criou, assim, a base, dando estrutura para a implantação do que será a reforma tributária na prática.

O Ministério da Fazenda já vinha se organizando por meio da Secretaria Extraordinária para Reforma Tributária e, de pronto, constituiu uma Comissão de Sistematização e 19 Grupos de Trabalho (GTs) visando à implantação dela. Os GTs são compostos por membros dos governos federal, estaduais e municipais e, pelo que temos de notícia, estão em elevado ritmo de trabalho.

O que vem pela frente terá efeitos na economia, nas empresas, nas pessoas e em todo o país, nesta e nas próximas décadas. Decorre daí a relevância da participação da sociedade empresarial e das representações institucionais em todas as fases da jornada de implantação da reforma tributária, desde as leis complementares, portarias, normas, ou seja, até nos detalhes.

A Secretaria Extraordinária para a Reforma Tributária deu abertura e organizou a forma pela qual receberá as sugestões técnicas para a elaboração das leis complementares que serão enviadas ao Congresso. Uma oportunidade ímpar para contribuições da sociedade.

É uma reforma voltada ao consumo e serviços, sendo grande a expectativa de se saber qual será o percentual do imposto IVA (Imposto sobre Valor Agregado). Na ponta, no momento da compra de um produto ou na tomada de um serviço, deverá ficar transparente para os usuários o valor do IVA.

Essa transparência merece toda a atenção!

Temos muitos comportamentos diferentes dentro de um único Brasil. Há um sem-número de empresas de todos os portes preocupadíssimas em identificar e recolher corretamente os impostos devidos para as mais diferentes instâncias governamentais. Porém, há um outro número significativo de empresas, e aqui vale para todos os portes e pessoas, preocupadíssimas também em encontrar meios para não pagar os impostos devidos. Vamos tirar da conversa um planejamento tributário devidamente legal para otimizar o pagamento dos impostos.

Quem percorre o país, indo nos mais distantes rincões, zonas urbanas ou suburbanas, exceto, provavelmente, grandes centros empresariais organizados e com forte compliance, sabe o que estamos comentando.

Bilhões são sonegados. Segundo estudo desenvolvido pelo IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo) em parceria com a Mckinsey, somente no varejo, em 2024, a evasão pode alcançar entre R$ 242 e R$ 311 bilhões. De fato, há uma gigante ilegalidade tributária, com as mais diferentes justificativas, tais como o imposto ser muito elevado, ou o sistema tributário ser complexo. Mas nenhuma justificativa para deixar de pagar o devido imposto é aceitável; afinal, se muitos pagam, por que outros não?

Atualmente, a carga tributária de um produto, da matéria prima, passando pela produção e distribuição, até chegar ao varejo, ou seja, ao longo da sua cadeia, segundo o IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) vai de 80% a 140%. Dependendo do setor, porém, não é percebida na ponta, no ato do consumo, pela população.

Por vezes, o imposto que está agregado ao produto ou serviço só é percebido pelo consumidor quando surgem as clássicas perguntas: com nota fiscal ou sem nota fiscal? Por quê? Tem desconto?

Com a visibilidade do imposto que será pago na ponta, algo corretíssimo e transparente, não só o vendedor ou prestador de serviço, mas também o consumidor verá o tamanho do percentual e o valor de imposto contido naquela operação. Poderá existir nesse momento grande risco de aumento da ilegalidade tributária ao se repetir a pergunta com “nota fiscal ou sem nota fiscal?”

Pelo comentado acima, e por todos outros meios criativos de sonegação, torna crucial a forma de como garantir a cobrança e a arrecadação do imposto IVA, um dos pontos mais importantes da reforma tributária. De nada adiantará uma construção precisa de leis complementares, portarias, normas e etc, se forem por demais burocráticas, de difícil execução e fiscalização na ponta.

Há um ditado muito usado no meio empresarial: “follow the money” (siga o dinheiro). Seria excelente ter está prática na implantação da reforma tributária. Temos exemplo recente dessa prática usada pelo Ministério da Fazenda ao implantar o programa Remessa Conforme para itens importados de pequeno valor; o pagamento do imposto se dá no ato da transação, ou seja, passou o cartão de crédito ou meio de pagamento aceitável, pagou o imposto, e este é recolhido diretamente aos cofres públicos.

Garantir o pagamento dos impostos no ato da transação financeira é uma sugestão importante a ser analisada, isto é, claro, além da emissão da nota fiscal nacional. Possivelmente, aparecerão muitas perguntas e surgirão incômodos, visando destruir esta modalidade de cobrança de impostos no ato da transação financeira, que poderia ser um sucesso.

O momento é transformador. A atuação do governo e o engajamento do sistema financeiro nacional, das empresas de maquininhas e de todos os meios de pagamentos na aplicação dessa forma de cobrar e recolher impostos seriam de grande contribuição para a redução da ilegalidade tributária, com inquestionável benefício ao desenvolvimento do Brasil.

Vale a reflexão: quanto mais empresas e pessoas pagarem corretamente seus impostos, maior será a cobrança sobre os órgãos governamentais pelo uso adequado e eficaz desses recursos. E, quiçá, mais pagadores fariam com que todos pagassem uma tarifa menor de IVA.

Por: Jorge Gonçalves Filho*
*Presidente do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV)
Fonte: Mercado&Consumo


Este texto reproduz a opinião do autor e não reflete necessariamente o posicionamento da TGM Representações.

Gestão da mudança e inovação: 5 passos para transformar negócios


Foto: Jé Shoots/Unsplash

Vivemos em uma era em que a velocidade das mudanças e a necessidade de inovação determinam o sucesso no ambiente corporativo, independentemente do porte e da área de atuação. A capacidade de se adaptar às novas realidades e de promover inovações deixou de ser uma mera tendência e se tornou condição de sobrevivência e crescimento.

No entanto, apesar de se consagrar tema comum de qualquer bate-papo em café ou no mundo dos negócios, a implementação efetiva de transformações e avanços tecnológicos dentro (e fora) dos escritórios, muitas vezes, se depara com barreiras significativas.

Resistência organizacional, cultura empresarial arraigada, dificuldades de tangibilizar o propósito em um projeto concreto, dificuldades na mensuração de retornos financeiros, falta de habilidades e estratégias para ações bem-sucedidas e escaláveis são apenas alguns dos obstáculos comuns para a maioria dos programas de transformação.

Para atestar fatos como esses, hoje estima-se que mais de dois terços dos projetos de inovação falham ou não conseguem ser implantados. E se acredita que 75% das empresas listadas na S&P 500 em 2017 terão desaparecido até 2027, em razão de profundas mudanças em seus modelos ou ambientes de negócio. Além disso, estudos indicam que muitas carreiras vão desaparecer em breve justamente por causa da tecnologia, em uma escala nunca antes vista – e não somente por causa da Inteligência Artificial.

O conflito entre a necessidade de mudança e a incapacidade de conseguir transformar com efetividade, rapidez e resultados se soma à pressão externa pelo êxito e pela competitividade do mercado, cada vez mais acirrada.

Tudo isso em um cenário de competição com empresas de alcance global e modelos de negócio extremamente disruptivos (basta ver o exemplo da chinesa Shein no varejo de moda, por exemplo, e seus impactos na indústria), de crises sistêmicas e em série (guerras, problemas econômicos, polarização política e muito mais) e consumidores cada vez mais digitais, ansiosos e exigentes.

Ora, assim sendo, empresas e profissionais de todas as áreas precisam urgentemente trilhar os passos corretos para inovar, a fim de não serem condenados à irrelevância, ao desemprego e ao fracasso. Nesse contexto, listo cinco dicas cruciais que podem favorecer, e muito, o desenvolvimento dessa jornada contínua de transformação nos processos de gestão da mudança:

Autorreflexão e compreensão do propósito - Liderar a gestão de mudança e implementar projetos de inovação exigirá muito esforço, árdua dedicação e poderá causar desconfortos em seus colegas de propósito, colaboradores, parceiros de negócio e demais stakeholders ao longo do tempo.

Então, antes de tudo, questione-se: você deseja, de fato, ser esse agente? Com qual propósito? O que almeja obter no fim desse processo? Essas três perguntas têm o poder de definir o rumo das próximas ações que irá implementar.

Detalhamento das atividades, stakeholders e recursos - Esse passo é fundamental para sair do estado atual e chegar ao futuro desejado. Trata-se do desenvolvimento da solução, bem como da definição concreta do problema a ser resolvido. Faça ainda o mapeamento dos steakholders e dos recursos necessários para o sucesso do projeto, sejam eles financeiros, intelectuais, humanos, técnicos, temporais etc.

Plano de mitigação de riscos e de comunicação - É preciso compreender os motivos pelos quais as mudanças almejadas podem não ocorrer e, assim, elaborar um plano de ação concreto para eliminar ou reduzir esses possíveis impedimentos. Vale ainda se atentar ao fato de comunicar a ação em pauta, ou seja, divulgá-la para engajar as pessoas durante toda a execução do projeto, até o sucesso final.

Metas e validação - É imprescindível estabelecer metas e indicadores de acompanhamento da performance dos resultados ao longo do projeto de transformação e, claro, validar a solução com os clientes e usuários potenciais durante sua implantação. Esse movimento deverá ser contínuo e seus inputs servirão como pontos essenciais de ajuste para a implementação completa.

Reconhecimento e celebração - Celebre os sucessos ao longo do processo, reconhecendo e recompensando contribuições individuais e de equipe. Planeje os próximos passos para manter o novo status quo atingido.

Em tempos de contínua transformação, o sucesso do líder inovador consiste em extrair o melhor das pessoas e das tecnologias, a fim de transformar uma organização, a própria trajetória pessoal ou toda uma coletividade em que esteja inserido. Implementar mudanças de real impacto é algo treinável, factível e o caminho para qualquer organização que deseje ter relevância e sucesso junto a seus clientes.

Por: Fernando Moulin*
*Partner da Sponsorb 
Fonte: Mercado&Consumo

Este texto reproduz a opinião do autor e não reflete necessariamente o posicionamento da TGM Representações.

Tecnologia se torna fundamental para o varejo ouvir o consumidor

 Debates no Connection Retail mostram que as novas gerações têm puxado a rédea do varejo com um consumidor cada vez mais antenado


Foto: royalty free

Se muito do que foi falado na NRF 2024, a maior feira de varejo do mundo, tinha o consumidor e todo o seu entorno como pano de fundo, no primeiro Connection Retail pós-NRF organizado pela MERCADO&CONSUMO, não poderia ser diferente. E o consumidor entrou em debate nos pitchs de conteúdo do evento. Principalmente as novas gerações, que estão chegando com idealismo, busca de propósito e, como nativos digitais, abraçando de vez a tecnologia. Mas sem deixar de lado as gerações “de sempre”, é claro.

“Essa dinâmica geracional tem um grande impacto nas empresas e na tecnologia que está sendo proposta. Por que é importante mapear quem é o seu consumidor e personalizar a estratégia para ele? Porque hoje em um canal digital, por exemplo, você está vendendo para três gerações diferentes. E essas gerações se comunicam de maneiras diferentes. Mais do que a geração em si, é importante entender como ela vai se relacionar e consumir o seu produto”, revelou Mario Cereda, CEO da Cliqx, empresa de soluções digitais.

Se antes era o mercado com suas estratégias que conduzia o consumidor, hoje os papeis se inverteram e é o consumidor que puxa essa rédea. Mais do que nunca, chegou a hora de ouvir o cliente. E para ajudar neste tema, a tecnologia virou uma grande aliada.

“Com toda essa capacidade que temos atualmente de processamento e, principalmente, coleta de comportamento de consumo, no online ou no offline, cada vez mais conseguimos segmentar melhor as campanhas e ter uma cultura data driven mais estruturada nas empresas. Isso nos dá uma assertividade e um engajamento muito alto, conseguindo direcionar o público de acordo com as necessidades do negócio”, afirmou Rodrigo Dantas, CEO da Proteína Digital, consultoria de branding, performance e tecnologia.

“O consumidor brasileiro é exigente. Tivemos uma curva de aprendizado bem grande. Uma das coisas em que focamos bastante é no ‘errar rápido’. Os erros fizeram com que nos adaptássemos rápido para o gosto do consumidor brasileiro. Entendemos que temos que escutar o cliente, e não tentar impor algo que gostaríamos de fazer”, garantiu Bruno Nogueira, diretor da Duotone Kiteboarding Brasil, empresa de acessórios para a prática de kitesurf de origem alemã e atualmente cliente da Proteína Digital.

Outro ponto que está de certa maneira no início, mas já em alta aqui no Brasil, e que tem ajudado marcas a se conectarem e a entenderem o consumidor é o retail media. Elaine Dias, diretora de Marketing da The LED, empresa especializada em telões de led que podem ser usados em inúmeras funções (inclusive como canal de retail media), revelou que a tecnologia em conjunto com essa nova modalidade de mídia, pode trazer grandes aprendizados sobre o consumidor.

“A Inteligência Artificial traz a possibilidade de acoplar tecnologias que permitam que identifiquemos o perfil e o sentimento do cliente diante de uma comunicação ou uma exposição de produtos. Transformar tudo isso em dados para que consigamos ter uma comunicação mais assertiva com os clientes. A ponto de podermos personalizar campanhas para cada cliente”, afirmou a executiva.

Geração problema?

Muito tem se falado sobre a geração Z e as dificuldades de lidar com ela, seja no mercado de trabalho ou pelo lado pessoal. “É uma geração focada no propósito. No que aquilo de fato traz. Não só para ela, mas para as pessoas que estão em conjunto naquele movimento. Temos que exercitar a paciência. Um tipo de paciência de execução. Eu tenho que me adaptar todo dia a uma nova ideia ou um novo pensamento. Eu tenho que abrir a minha cabeça, escutar o que as gerações estão falando e traduzir para o negócio”, projetou Odair Rodrigues, CEO da B4, bolsa de crédito de carbono.

Não adianta reclamar e bater de frente. Afinal, o cliente sempre tem razão. Seja de que geração for. “Temos o grande desafio de entender como nos conectamos com as gerações, independentemente de qual ela seja. Nós temos público para todas elas. Nós temos mercado para todas elas. Temos que ter conexões verdadeiras que gerem fãs e não apenas clientes. Eles nos seguem pelo valor agregado. Isso serve para a relação como um todo. Indústria para o operador e operador para o consumidor final. Quanto mais verdadeiro você for, pode ter certeza de que terá o retorno. É essa verdade que nós temos que estabelecer com os clientes”, finalizou André Lopes, gerente de Trade Marketing da Nestlé Professional.

Connection Retail

É o evento que reúne empresas do setor varejista para trocar experiências e conhecimentos da NRF (National Retail Federation, maior associação comercial de varejo do mundo. Seus membros incluem lojas de departamentos, catálogos, Internet e varejistas independentes, restaurantes, supermercados, empresas e fornecedores de marketing multinível). A primeira edição do Connection Retail |Pós-NRF 2024 foi realizada em 2024, com o apoio da Gouvêa Experience. O evento reuniu mais de 100 empresas varejistas brasileiras no Hotel Jequitimar, no Guarujá.

Por: Gustavo Grohmann


Este texto reproduz a opinião do autor e não reflete necessariamente o posicionamento da TGM Representações.

Venha nos prestigiar no Home & Gift / Têxtil

 A TGM estará presente no evento, junto à sua representada: <Ou>


Imagem: divulgação

A feira será realizado em São Paulo Expo Exhibition & Convention Center São Paulo de 18 a 21 fevereiro 2024 apresentando as novidades de empresas de Brasil e internacionais relacionadas aos setores de Artigos de Decoração, feiras industriais.

A Home & Gift / Têxtil & Home é uma feira semestral que é realizada em São Paulo. Geralmente no mês de fevereiro.

A feira terá, como palco, a cidade de  São Paulo, no Brasil, e contece no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center na Rodovia dos Imigrantes, 1,5 km - Vila Água Funda, São Paulo

No evento, estarão presentes expositores nacionais e internacionais de Artigos de Decoração.

Serviço

Home & Gift e Têxtil & Home
Data: de 18 a 21 de fevereiro de 2024
Local: São Paulo Expo – Rod. dos Imigrantes, KM 1,5 – Água Funda – São Paulo
Credenciamento online: www.abup.com.br/homegift-textil